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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

TARQUÍNIO HALL - 1.º CENTENÁRIO

Fez no passado dia nove de Novembro cem anos que nasceu este ilustre lagoense. Em breve, este blog, fará uma singela homenagem à sua vida e obra. Por agora fica aqui um resumo da sua biografia.

Tarquínio da Fonseca Hall nasceu em Lagos da Beira, Concelho de Oliveira do Hospital, no dia 9 de Novembro de 1915. Era filho de José João da Fonseca e de Dona Maria da Ressureição Guilherme Hall, que também foram seus professores de instrução primária. Frequentou, em Coimbra, o Liceu José Falcão onde completou o 7.º ano (actual 11.º).
Foi mobilizado pelo Batalhão Independente de Infantaria 19, com sede no Funchal, onde permaneceu durante a Segunda Guerra Mundial como alferes e tenente miliciano. 
Licenciou-se em 11 de Janeiro no instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Exerceu funções públicas no Ultramar português durante mais de 30 anos onde foi contemplado com vários louvores. Regressa a Portugal após o 25 de Abril e desenvolve notáveis trabalhos de jornalismo e investigação histórica a par de actividade política sendo mesmo deputado da Assembleia Municipal em 1989 e anos seguintes. Em 7 de Outubro de 1994 foi condecorado pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital com a medalha de prata da cidade por serviços prestados à cultura.
Dedicou-se à poesia deixando uma vasta e bela obra poética. Publicou o primeiro livro em 1945 com o título “Variações”. Seguiram-se “Poemas de Alem e de Aquém mar” (1956); “Poemas Africanos” (1960); “Liberdade e Fraternidade” (1977); “Ternura” (1980); “Poemas” (1986); “Infante Dom Henrique” (1996). Ilustro este post com um poema dedicado à Terra que o viu nascer.

Lagos da Beira

Minha terra
não tem rios, não tem mar,
mas tem um lindo céu azul
com cascatas de luar…
tem as ondas dos pinhais
quando o vento as faz bailar…

Nosso mar é verde mar…
Como no mar, é o vento
que faz o verde ondular,
que torna verde o relento…
Nas copas dos olivais
navegam barcos reais
distantes no pensamento…

Minha terra
não tem rios, não tem mar;
tem as ondas dos pinhais

quando o vento as faz bailar…