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domingo, 10 de março de 2024

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2024 - RESULTADOS NA FEREGUESIA

Os resultados das eleições na U.F Lagos da Beira e Lajeosa dão a vitória ao PS - 289 votos. A AD fica em segundo lugar com 262 votos e o CHEGA consegue 116 votos. 



Fonte: Rádio Boa Nova



terça-feira, 22 de março de 2022

CENSOS 2021 - UM DESAFIO

Os resultados, ainda provisórios, dos Censos 2021 não são animadores para a freguesia e para o concelho. Mantêm-se a tendência das últimas décadas de perder população. O concelho perdeu 6,9% dos moradores num total de 1439 pessoas. Das 16 freguesias, apenas Lourosa e a U.F Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços tiveram um ligeiro aumento da população de 0,7% e 2,2% respetivamente. Em termos de percentagem, as freguesias que mais perderam foram São Gião (19,8%) e Avô (20,5%).

A freguesia Lagos da Beira e Lajeosa passa de 1335 moradores em 2011 para 1127 em 2021, perdendo assim 208 pessoas (-15,6%). Analisando o gráfico, concluímos que o número de habitantes tem vindo a cair de forma abrupta desde 1991. Ou seja, em 30 anos perdemos 533 pessoas. Note-se que os números de 2011 resultam da soma das extintas freguesias de Lagos e Lajeosa. Contrariar esta tendência é o maior desafio que o poder autárquico enfrenta os dias de hoje. É preciso tomar medidas drásticas antes que as nossas terras sejam aldeias fantasma como já existem algumas. Segue-se o gráfico e algumas tabelas de análise.

Todos os resultados podem ser consultados no site:





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

SANTUÁRIO RUPESTRE PROTO-HISTÓRICO

Situado na Quinta do Boco – Lagos da Beira, encontramos um penedo com uma escadaria de onze degraus. No final dos anos 80, Tarquínio Hall comunicou o achado ao diretor do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, Dr Mário Nunes. Deslocou-se então ao local a Dr.ª Ana Leite da Cunha (responsável por trabalhos realizados na anta do Pinheiro dos Abraços) que, após análise minuciosa, concluiu tratar-se de um santuário rupestre proto-histórico. 

Quase defronte, à esquerda do caminho, encontra-se outra afloração granítica com quatro cavidades rigorosamente circulares em forma de malga. Numa delas só se notam os contornos. As outras três cerca de 37 cm de diâmetro por 18 cm de profundidade. Segundo a opinião do Dr. Mário Jorge Barroca, tratam-se de estruturas muito raras que se destinavam ao cumprimento de rituais funerários. Por comparação com outros estudos em estruturas semelhantes, também se pode avançar com a hipótese de aqui se realizarem rituais religiosos com sacrifícios de animais. 
ESCADARIA PARA O POSSIVEL SANTUÁRIO RUPESTRE

A cerca de sessenta metros deste possível santuário situa-se outra elevada formação granítica com escadaria composta por cinco degraus. Ao cimo encontram-se duas perfurações, de cada lado do último degrau, com 8 cm de diâmetro. A largueza de horizontes sugere um posto de observação e os furos serviriam para fixar o suporte de uma cobertura. 

Não há dados que nos digam a idade destas estruturas, mas podemos apontar para um período pré-romano. (mais de dois mil anos) 

Tudo isto carece de estudos e tudo o que aqui se afirma não tem base cientifica sólida. Todas as achegas são bem-vindas enquanto não houver interesse, modos e meios para uma investigação. 
ESCADARIA PARA UM POSSÍVEL POSTO DE OBSERVAÇÃO



Vítor Fernandes 

Tarquínio Hall – Lagos da Beira – Subsídios para a sua História 

www.monumentos.gov.pt 

www.patrimoniocultural.gov.pt 


domingo, 5 de abril de 2020

FRANCISCO AUGUSTO MENDES MONTEIRO

Nasceu em Lagos da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, em 1816 e na sua árvore genealógica até ao século XVI, todos os seus ascendentes são desta zona do País. Contraiu matrimónio com Teresa Carolina Alves de Carvalho de quem teve três filhos, sendo um deles António Augusto Carvalho Monteiro. Faleceu em Novembro de 1890 na sua Quinta do Vadre, em São Domingos de Benfica, Lisboa.
Francisco Monteiro emigrou ainda jovem para o Brasil onde trabalhou como escriturário, tendo conseguido enorme fortuna, graças ao matrimónio com Teresa Carolina Alves de Carvalho, uma senhora de muitas posses, passando a partir daí a ser apelidado “Monteiro dos Milhões”, alcunha que o filho herdaria.
De regresso a Portugal, mais propriamente a Lagos da Beira, o seu nome ficaria ligado à ampliação e renovação da sua igreja paroquial.
Para esse efeito, ofereceu à Junta da Paróquia a quantia de um conto e duzentos mil reis (quantia exorbitante para a época) com o fim de restaurar o templo, sobretudo a sua fachada e edificar-se uma torre. Tão valiosa oferta ficou registada em ata da Junta referente à sessão extraordinária de 7 de Dezembro de 1856. Antes desses aumentos a igreja possuía uma dimensão modestíssima, pouco maior que uma capela. Segundo o testemunho dos populares, a razão de levantar-se a torre prendia-se ao motivo de que tanto Francisco Augusto Mendes Monteiro como o seu filho António Augusto Carvalho Monteiro, pretendiam ver os sinos tocar na igreja desde a sua casa.
O poder financeiro dos membros desta família era tanto e tamanho que o povo apelidou-os de “Fidalgos”, não só pela sua proximidade à Igreja e à Coroa mas como indicativo de “distintos”, dizendo-se até hoje que tudo o que tenha muros de pedra em Lagos da Beira era propriedade sua.
Francisco Mendes Monteiro foi comendador da Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e muito provavelmente mordomo da Irmandade de São Miguel das Almas, que teve larga atividade e importância em Lagos da Beira. Foi também grande amigo de D. Fernando II e quase de certeza mecenas de muitas obras de recuperação do património português, em boa hora encetadas pelo “Rei-Artista”.
A título de curiosidade, podemos informar que tanto Francisco Augusto Mendes Monteiro como o filho António Augusto Carvalho Monteiro, assim como D. Fernando II, fizeram parte da primeira direção do Jardim Zoológico de Lisboa.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

BLOGUES PERDIDOS

Criar um blogue é fácil. Difícil é manter. Eu próprio já criei vários blogues que depois eliminei por falta de tempo, desinteresse ou quando o assunto deixa de fazer sentido. Muita gente cria blogues e depois abandona. Seria melhor que os eliminassem, até para libertar o URL.  Este blogue queria chamar-se lagosdabeira.blogspot ou pelo menos lagosbeira.blogspot. estão os dois ocupados. Fui ver e encontro blogues abandonados sem publicações desde 2006, 2007. Acaba por ser bom, visto que posso extrair daí algumas boas memórias, mas fui à caça de mais e nesta união de freguesias há mais. São eles:
http://lagosbeira.blogspot.pt – Blog do extinto jornal “Lagos Jovem” do extinto Grupo de Jovens de Lagos da Beira. Sem actualizações desde 2007.
http://lagosdabeira.blogspot.pt – Blog de um grupo informal de amigos. Sem actualizações desde 2006.
http://ampovoaquartas.blogspot.pt – Blog da Associação de Melhoramentos da Póvoa das Quartas. Apesar da dinâmica daquela colectividade, o blog está sem actualizações desde 11/03/2014
http://www.lageosa.blogspot.pt – Blog de um grupo chamado M.A.L (Movimento dos Amigos da Lajeosa). Está sem actualizações desde Abril de 2014

Se calhar até há mais, mas não me alonguei em pesquisas. Note-se que não quero de forma alguma ofender os mentores e administradores destes blogues. Tal como já disse, também eu já me vi obrigado a eliminar blogues. A vida nem sempre corre como queremos e não há aqui nenhum blogueiro profissional. Acredito que o Facebook tenha vindo a tirar o interesse por esta forma de estar na Internet, mas uma coisa não invalida a outra. Bom seria que tudo isto e muito mais estivesse activo e que se pudesse criar uma comunidade de blogues diversificada, mas unida na defesa da nossa terra.