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quarta-feira, 11 de maio de 2022

FUNERAL DO DR. JOAQUIM EMÍLIO DO AMARAL CABRAL

Tal como noticiado aconteceu hoje o funeral do Dr. Joaquim Emílio do Amaral Cabral. As cerimónias fúnebres decorreram na Igreja Matriz de Lagos da Beira. Como seria de esperar, estiveram presentes algumas das personalidades mais importantes a nível local e nacional. Localmente, Refiro-me a todo o executivo da Junta de Freguesia liderada por Nuno Batista, todo o executivo da Câmara Municipal liderado por Francisco Rolo e o presidente da Assembleia Municipal José Carlos Alexandrino, também deputado na Assembleia da Republica. A nível nacional esteve presente Marcelo Rebelo de Sousa, não nas suas funções de Presidente da Republica, mas devido à sua relação com a Dra. Rita Maria Lagos do Amaral Cabral, filha do ilustre falecido. O cortejo fúnebre até ao cemitério teve o acompanhamento da Irmandade de Santa Ana de Oliveira do Hospital e a Irmandade de São Miguel de Lagos da Beira. Destaco também a presença do Cónego Sertório Martins, antigo pároco de Lagos da Beira. 
Um pequeno texto da autoria de Vítor Fernandes deu voz a uma singela homenagem do povo lagoense e foi lido por Fernanda Madeira. Segue-se o referido texto:

Ontem, dia 9 de maio, uma onda de profunda tristeza invadiu esta pequena e singela aldeia de Lagos da Beira. Faleceu alguém por quem todos nós lagoenses temos o maior respeito, admiração e carinho. A maior parte de nós cresceu a ver o Doutor Joaquim Emílio nos seus passeios até à quinta do Boco. Pelo caminho cumprimentava toda a gente de forma afável, com o seu sorriso luminoso e generoso. Generosidade é mesmo a palavra que melhor define esta figura da nossa terra. Generosidade que tanto se manifestava na nota que, dissimuladamente, dava aos menos afortunados como no custeio de grandes obras realizadas ao longo dos anos. Entre tantas obras, recordo aqui o restauro da Igreja Matriz em 1959. Note-se que tal ato benemérito foi por vontade expressa de sua mãe, Dona Maria da Luz Madureira Ribeiro do Amaral, falecida dois anos antes. Eis outra figura que o nosso povo não esquece e que, por razões de sobra, apelidou de “Mãe dos Pobres”. O Doutor Joaquim Emílio terá herdado a bondade e a nobreza de caráter da sua mãe e soube por em prática ao longo da sua vida tão distintas virtudes. Homem profundamente religioso regeu a sua vida pelos ensinamentos fundamentais da fé cristã e soube transmitir à sua descendência esses mesmos valores. Todos nós conhecemos os seus filhos e filhas como pessoas de bem. O mesmo acontece certamente com as novas gerações que, tal como seguem o caminho da Quinta do Boco, seguem também o caminho as mais nobres tradições desta excelsa família. Família de que o Doutor Joaquim Emílio do Amaral Cabral foi um pilar fundamental. Foi e continuará a ser enquanto houver memória e as boas e marcantes memórias são fogos eternos que iluminam as nossas vidas e nunca se apagam.

Ontem, dia 9 de maio, uma onda de profunda tristeza invadiu esta pequena e singela aldeia de Lagos da Beira, mas há o reconforto da certeza de que o Doutor Joaquim Emílio, por obras valorosas se libertou da lei da morte. Faz parte da nossa História e a História não é só passado. É também presente e futuro. Viverá para sempre na nossa memória coletiva e acima de tudo, viverá para sempre nos nossos corações.

terça-feira, 22 de março de 2022

CENSOS 2021 - UM DESAFIO

Os resultados, ainda provisórios, dos Censos 2021 não são animadores para a freguesia e para o concelho. Mantêm-se a tendência das últimas décadas de perder população. O concelho perdeu 6,9% dos moradores num total de 1439 pessoas. Das 16 freguesias, apenas Lourosa e a U.F Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços tiveram um ligeiro aumento da população de 0,7% e 2,2% respetivamente. Em termos de percentagem, as freguesias que mais perderam foram São Gião (19,8%) e Avô (20,5%).

A freguesia Lagos da Beira e Lajeosa passa de 1335 moradores em 2011 para 1127 em 2021, perdendo assim 208 pessoas (-15,6%). Analisando o gráfico, concluímos que o número de habitantes tem vindo a cair de forma abrupta desde 1991. Ou seja, em 30 anos perdemos 533 pessoas. Note-se que os números de 2011 resultam da soma das extintas freguesias de Lagos e Lajeosa. Contrariar esta tendência é o maior desafio que o poder autárquico enfrenta os dias de hoje. É preciso tomar medidas drásticas antes que as nossas terras sejam aldeias fantasma como já existem algumas. Segue-se o gráfico e algumas tabelas de análise.

Todos os resultados podem ser consultados no site:





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

REQUALIFICAÇÃO DO LARGO DA FONTE

Uma obra da Junta de Freguesia surpreendeu o povo de Lagos da Beira, assim como quem por aqui passa. Uma estrutura em madeira vai, através do passeio, do largo do Rego até à fonte, terminando na placa que cobre a poça. Trata-se da requalificação daquele espaço que é o centro da povoação. A alteração à paisagem é radical e, tanto quanto sei, a obra final vai ser ainda mais surpreendente, visto que vai dignificar o espaço valorizando a nossa memória coletiva. Como sempre, nestas coisas, é impossível agradar a gregos e troianos. Têm surgido algumas críticas negativas, enquanto que outros, com mais sensatez, aguardam pelo final. Certo é que o local ficará bem diferente.


Vítor Fernandes

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O ELEFANTE BRANCO

Tarquínio Hall é um dos mais ilustres lagoenses de sempre. A sua vasta obra literária é elogiada por todos os que a conhecem, desde críticos especializados até ao mais leigo cidadão. Os seus trabalhos de investigação histórica permitem conhecer o nosso passado e servem de base para o trabalho de outros historiadores. A sua intervenção política caracterizou-se pela férrea defesa da cultura, do património e dos mais desfavorecidos. Tarquínio Hall amava a sua terra tanto como seu irmão, Virgílio Hall, que nos deixou valioso legado em testamento, para além de atos beneméritos com o associativismo da Freguesia. 

Era bem conhecida a vontade de Tarquínio Hall de ver a sua casa transformada numa porta aberta à cultura e onde se preservasse o seu vasto espólio bibliográfico. Ele sonhou e a obra nasceu com pompa e circunstância a 03 de julho de 2011. Fechou portas em outubro de 2017 por vontade da nova Junta de Freguesia. Seria de prever, visto que aquela casa já era vista com maus olhos pela oposição ao executivo anterior. As despesas correntes eram continuamente contestadas e classificadas de dinheiro mal gasto. Sabemos bem que uma biblioteca numa comunidade sem hábitos literários pode parecer inútil, mas estão lá livros centenários condenados à deterioração. Serão perdas irreparáveis, mas de somenos importância para quem defende o “ter” em vez do “ser”. A exposição do museu está vista e revista. Haja boa vontade e conhecimentos para a alterar. Haja boa vontade para dinamizar o espaço com atividades culturais e recreativas. Triste é andar por muitos locais e ter que dizer a quem me pergunta que a Biblioteca Museu Tarquínio Hall fechou as portas. As frases mais frequentes que ouço e com as quais tenho que concordar, são as que dizem que é uma vergonha para Lagos e uma falta de respeito para com a memória de Tarquínio Hall. Além da cultura era uma porta aberta para o idoso que não sabe ler uma carta ou não se entende com o telemóvel, para o jovem estudante em busca de informação, para todos os que ali faziam a declaração de IRS de forma acompanhada e gratuita. Isto tudo e ainda os serviços da Junta que ali eram feitos, além do muito mais que se poderia fazer. Tudo se resume a uma porta fechada a não ser que haja planos brilhantes e inovadores para o espaço. Se o argumento é dinheiro ou falta dele, posso afirmar que dois ou três por cento do orçamento anual é suficiente para manter a casa viva. Não me parece que seja despesa condicionante de qualquer atividade. Se a cultura não é importante, então é a História que nos mostra que, qualquer povo, que despreza tão precioso bem, está condenado ao fracasso e ao esquecimento.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

BLOGUES PERDIDOS

Criar um blogue é fácil. Difícil é manter. Eu próprio já criei vários blogues que depois eliminei por falta de tempo, desinteresse ou quando o assunto deixa de fazer sentido. Muita gente cria blogues e depois abandona. Seria melhor que os eliminassem, até para libertar o URL.  Este blogue queria chamar-se lagosdabeira.blogspot ou pelo menos lagosbeira.blogspot. estão os dois ocupados. Fui ver e encontro blogues abandonados sem publicações desde 2006, 2007. Acaba por ser bom, visto que posso extrair daí algumas boas memórias, mas fui à caça de mais e nesta união de freguesias há mais. São eles:
http://lagosbeira.blogspot.pt – Blog do extinto jornal “Lagos Jovem” do extinto Grupo de Jovens de Lagos da Beira. Sem actualizações desde 2007.
http://lagosdabeira.blogspot.pt – Blog de um grupo informal de amigos. Sem actualizações desde 2006.
http://ampovoaquartas.blogspot.pt – Blog da Associação de Melhoramentos da Póvoa das Quartas. Apesar da dinâmica daquela colectividade, o blog está sem actualizações desde 11/03/2014
http://www.lageosa.blogspot.pt – Blog de um grupo chamado M.A.L (Movimento dos Amigos da Lajeosa). Está sem actualizações desde Abril de 2014

Se calhar até há mais, mas não me alonguei em pesquisas. Note-se que não quero de forma alguma ofender os mentores e administradores destes blogues. Tal como já disse, também eu já me vi obrigado a eliminar blogues. A vida nem sempre corre como queremos e não há aqui nenhum blogueiro profissional. Acredito que o Facebook tenha vindo a tirar o interesse por esta forma de estar na Internet, mas uma coisa não invalida a outra. Bom seria que tudo isto e muito mais estivesse activo e que se pudesse criar uma comunidade de blogues diversificada, mas unida na defesa da nossa terra.